Os escândalos sexuais e de agressão contra mulher envolvendo o primeiro escalão afundaram de vez a popularidade de Adriane Lopes (PP) – a administração municipal é considerada ruim ou péssima por 80% dos moradores de Campo Grande. Apenas 4% avaliam a pepista como ótima/boa. Os dados são da nova pesquisa do Instituto Ranking Brasil, divulgada neste domingo (22).
No geral, 90% dos campo-grandenses desaprovam a gestão Adriane. Pior prefeita do Brasil e a pior em 126 anos de história de Campo Grande, a missionária da Assembleia de Deus Missões teve a imagem arranhada pelos escândalos sexuais envolvendo pastores, o pilar da gestão “evangélica”.
A afilhada da senadora Tereza Cristina (PP) sente o peso da administração, que deixou as ruas e avenidas serem tomadas por buracos, os postos de saúde sem remédios, médicos e materiais para realizar exames. A promessa de construir o Hospital Municipal também não foi cumprida com o fracasso da licitação neste mês.
Não bastasse os problemas administrativas, Adriane ainda viu o secretário municipal da Juventude, Paulo Lands, ser acusado de assédio sexual contra um funcionário jovem. E mais grave, ele é investigado pela Polícia Civil por estupro de vulnerável – aproveitou que o estudante de 22 anos estava bêbado e o forçou a fazer sexo.
Um pastor, coordenador do Centro de Convivência do Idoso, foi acusado de estuprar uma adolescente. O ex-secretário municipal de Saúde e presidente da Fundação Municipal de Esportes, Sandro Benites, foi acusado de agredir a amante na véspera do Dia Internacional da Mulher. Em todas as situações, os acusados não foram demitidos pela prefeita, mas pediram afastamento da função.

Uma vergonha nacional
De acordo com o Instituto Ranking, Adriane é considerada ruim ou péssima por 80% dos eleitores da Capital, um aumento de 10 pontos percentuais em relação ao levantamento de dezembro (70%). É quase o dobro do percentual registrado em março do ano passado, quando 55% avaliam a administração da progressista como ruim ou péssimo.
Apenas 4% avaliam a gestão Adriane como ótima/boa, contra 8% contabilizado em dezembro de 2025. O percentual vinha caindo desde março do ano passado, quando 24% a achavam ótima/boa. Reeleita, Adriane deu as costas para a população e a popularidade foi despencando mês a mês.
Apenas 13% a consideram regular. Esse índice era de 19% em dezembro. Em novembro, 20% classificavam a gestão municipal como regular.
No geral, 90% dos moradores de Campo Grande desaprovam a gestão de Adriane. Esse índice era de 87% em dezembro. Em novembro, 85% desaprovavam Adriane.

Ao povo, o sacrifício, a prefeita, o banquete
Missionária da Assembleia de Deus Missões, Adriane Lopes sente na pele o resultado da sua administração mambembe, egoísta e pela equipe medíocre. A prefeita impõe à população sacrifícios, enquanto usa o cargo em benefício próprio.
Os servidores municipais estão sem reajuste anual para a reposição da inflação desde a posse de Adriane, em abril de 2022. Já a prefeita teve aumento de 66% no próprio salário, que deverá saltar de R$ 21,2 mil para R$ 35,4 mil. A vice-prefeita, Camilla Nascimento Oliveira (sem partido) e os secretários foram contemplados com aumento de 159%.
A população foi punida com o aumento de até 396% no IPTU e na taxa do lixo. A prefeita teve redução de 41% na taxa do lixo e o imposto teve correção inferior a inflação de 5,32%.
Buracos tomam conta de ruas e avenidas e passaram a até causar acidentes com mortes. O problema não é mais apenas transtorno com os veículos ou prejuízos financeiros. Pessoas estão indo parar no hospital e perdendo a vida na buraqueira.
A equipe da prefeita é uma das piores da história. A chefe da Casa Civil é concunhada, Thelma Fernandes Mendes Nogueira Lopes. O secretário de Articulação Regional, Darci Caldo, foi secretário de Ari Artuzi, em Dourados, e foi condenado a 19 anos de prisão por corrupção. A pena foi anulada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.
O secretário de Fazenda é um técnico em contabilidade (nível médio). O chefe da Agetran é contador. Em comum, os dois são pastores da Assembleia de Deus Missões. A prefeita acabou com a Secretaria de Meio Ambiente, mas criou duas pastas políticas, Casa Civil e Articulação Regional.

Os problemas e questão de vida ou morte
De acordo com Ranking, a saúde é o maior problema da gestão Adriane. Em primeiro lugar, com 32,40%, aparece a saúde, falta de exames e remédios nas unidades básicas de saúde; 27,2% apontaram a falta de médicos e do hospital municipal (ela prometeu construir na campanha).
Os escândalos sexuais envolvendo secretários foi citado por 20,60%, enquanto os buracos foram mencionados por 18,8%; A corrupção é um problema para 15% após duas operações do Ministério Público, Cascalhos de Areia e Apagar das Luzes.
As enchentes e os alagamentos, um problema sem solução à vista, foram citados por 13,60%. Os problemas são reflexo da postura ideológica de Adriane, que adotou a linha bolsonarista e se recusou a pedir ajuda do Governo Lula. Ao longo da história, a Capital só conseguiu resolver os problemas estruturais com ajuda federal, como o fim dos alagamentos na Avenida Fernando Corrêa da Costa e os PACs Lagoa, do Bálsamo e do Bandeira.
O aumento de tributos e da taxa do lixo é citado por 10,20%.
No atual ritmo, só um milagre para Campo Grande não acabar e aguentar os próximos três anos de mandato de Adriane Lopes.
A pesquisa ouviu mil eleitores entre os dias 16 e 20 deste mês. A margem de erro é de 3,1% para mais ou menos. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral com o número MS-02346/2026 e BR-04749/2026. A pesquisa foi encomendada pela Rede Top FM.

ojc
