Lula chega ao G7 com foco em comércio e inteligência artificial

O presidente Lula embarcou neste domingo (14) para a França, onde participará da reunião de líderes do G7, marcada para os dias 15 e 16 de junho, na cidade de Évian-les-Bains. Embora o Brasil não faça parte do grupo das sete maiores economias do mundo, Lula foi novamente convidado para participar das discussões internacionais.

A expectativa do governo brasileiro é pela possibilidade de um encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Apesar de não haver reunião bilateral agendada nem pedidos formais de nenhum dos lados, o Planalto trabalha para que o presidente esteja presente desde o início do evento, diante da possibilidade de Trump participar apenas da abertura da cúpula.

Lula chega ao G7 com foco em comércio e inteligência artificial

A eventual conversa ocorre em meio às preocupações do governo brasileiro com novas medidas tarifárias anunciadas pelos Estados Unidos. Integrantes do Planalto avaliam que ainda há espaço para negociação para evitar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Já uma sobretaxa de 12,5%, relacionada a questionamentos sobre ações de combate ao trabalho forçado, é vista por parte da equipe econômica como mais difícil de reverter.

 

Além da agenda no G7, Lula terá uma série de encontros bilaterais. Está prevista uma reunião com o presidente da França, Emmanuel Macron, anfitrião do encontro, além de conversas com o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e o presidente do Egito, Abdel Fattah El-Sisi.

 

O presidente também pretende dialogar com líderes de outros países que integram o G7, como Alemanha, Canadá, Itália e Reino Unido.

 

Durante os debates, Lula deve defender o fortalecimento de organismos multilaterais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC), e criticar medidas econômicas adotadas de forma unilateral por países, sem negociação prévia. A intenção do governo é manifestar preocupação com o aumento de barreiras comerciais, sem transformar o encontro em um confronto direto com os Estados Unidos.

 

Outro tema da agenda será a inteligência artificial. Em discussões previstas entre os líderes, Lula deve reforçar que o Brasil está aberto à atuação de empresas de tecnologia, desde que respeitem a legislação brasileira. O tema ganhou relevância após autoridades americanas citarem decisões do Judiciário brasileiro envolvendo plataformas digitais ao justificar medidas comerciais contra o país.

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