Candidato a senador pelo Novo, o advogado tributarista Roberto Oshiro quer ser alternativa aos atuais políticos, que apesar das denúncias de corrupção continuam ser perpetuando no poder. Ele também promete entrar na briga pelo voto dos eleitores que buscam um senador que não compactua com o atual sistema.
O desafio não vai ser fácil, considerando-se o histórico do eleitor sul-mato-grossense de optar por candidatos com dinheiro e boa estrutura de apoio. Em 40 anos de história, o eleitor sul-mato-grossense nunca elegeu um candidato alternativo.
A única a furar o “sistema” foi a advogada Soraya Thronicke, mas, na época, ela foi apresentada como a “senadora” do Bolsonaro e superou políticos tradicionais, como o ex-governador Zeca do PT, o senador Waldemir Moka (MDB), o ex-senador Delcídio do Amaral e o então ex-secretário estadual de Obras, Marcelo Miglioli.
Disposto a apostar num milagre, de que o eleitor vai consultar o passado dos políticos e sepultar os enredados em escândalos de corrupção, Oshiro ainda se apresenta como o nome do setor produtivo e da comunidade japonesa.
“Vale lembrar que este ano o eleitor terá dois votos para o Senado. Quem não quer repetir os nomes de sempre, quem não quer compactuar com o sistema, quem não quer votar em quem já mostrou que não enfrenta o que precisa ser enfrentado — tem uma alternativa clara. Nós somos essa alternativa. Alinhada, técnica, independente e pronta para fazer o que tem que ser feito”, afirma.
“O que me move é simples: devolver previsibilidade ao Brasil, resgatar o respeito às regras e construir um ambiente onde quem trabalha, produz, empreende e gera emprego possa finalmente respirar”, propõe.
Ele aponta ainda a falta de segurança jurídica das empresas, que acabam fugindo para o exterior devido a mudança nas interpretações da Justiça. “Como advogado tributarista e alguém que atua há anos na articulação nacional, conheço de perto os impactos dessa paralisia. Empresas indo para o Paraguai por insegurança jurídica, investimentos cancelados, legislação instável e um país que virou refém de interpretações subjetivas. A lei precisa valer para todos — e não só para quem tem poder. Isso tem que ser dito com clareza”, afirma.
“É por isso que decidi enfrentar essa disputa. O Brasil precisa de gente com preparo técnico, independência e coragem para fazer o debate certo, convencer os pares e recolocar o Senado no seu papel constitucional: o de fiscalizar, equilibrar poderes e proteger o cidadão. Essa é a forma de romper, de verdade, com essa cultura dos ‘intocáveis’ — onde alguns podem tudo e o povo fica à mercê”, alertou, incorporando o discurso do candidato a governador João Henrique Catan (Novo), de que alguns políticos se sentem intocáveis e apostam no poder político e financeiro para se perpetuar no poder.
“O Partido Novo é alinhado, de ponta a ponta, com essa visão: liberdade econômica, Estado mais leve, gasto público responsável, instituições fortes e defesa do contribuinte. Além disso, o Novo chega nessa eleição com chance real de eleger governador, senador, deputados federais e estaduais no Mato Grosso do Sul — é a primeira vez que temos um projeto consistente fora do eixo da velha política cooptada pelo sistema”, disse.

Opções
Roberto Oshiro quer entrar na briga pelo voto com os atuais senadores, Nelsinho Trad (PSD) e Soraya Thronicke (PSB), que buscarão a reeleição, o ex-governador Reinaldo Azambuja, que trocou o PSDB pelo PL para ser o candidato de Bolsonaro, o deputado federal Vander Loubet (PT), o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) e o líder do movimento sem-terra, Beto do Movimento (PSOL).
ojcr
