Cursos de Medicina em MS entram na lista de sanções do MEC após resultado do Enamed

Dois cursos de Medicina de Mato Grosso do Sul estão entre os que sofrerão sanções do MEC (Ministério da Educação) após o resultado do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica). As medidas foram anunciadas nesta terça-feira (17) e atingem a Faculdade Unicesumar de Corumbá e a Universidade Anhanguera-Uniderp, em Campo Grande, que tiveram desempenho considerado insuficiente na avaliação.

Ambos os cursos obtiveram nota 2, em conceito que vai de 1 a 5. No caso da Unicesumar de Corumbá, o curso está no grupo que receberá redução de 25% das vagas no vestibular, além de restrições para ampliar vagas e participar de programas federais como o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).

Já o curso de Medicina da Anhanguera-Uniderp, em Campo Grande, foi incluído na faixa que ficará apenas sob supervisão do MEC, mas com proibição de aumento no número de vagas.

Ao todo, Mato Grosso do Sul possui seis cursos de Medicina avaliados no exame. Destes, quatro obtiveram resultados satisfatórios e dois tiveram desempenho considerado insuficiente.

Entre os cursos com melhor avaliação, estão instituições públicas. A UFMS de Campo Grande e a UFMS de Três Lagoas receberam nota 5, assim como a UFGD, em Dourados, também alcançou nota máxima. Já a UEMS, em Campo Grande, obteve nota 4.

No desempenho dos estudantes, o destaque foi a UFMS de Três Lagoas, que registrou 100% de concluintes considerados proficientes no exame. Em seguida, aparecem a UFMS de Campo Grande (92,7%), a UFGD (90,3%) e a UEMS (77,1%). Já a Uniderp teve 58,2% de proficiência; e a Unicesumar de Corumbá, 47,4%.

Cenário nacional

No país, os resultados do Enamed mostram um cenário de alerta. Segundo o MEC, cerca de um terço dos cursos de Medicina recebeu avaliação insuficiente, com notas 1 ou 2. Ao todo, 93 instituições de ensino superior tiveram cursos incluídos em processos de supervisão.

O Enamed substituiu o antigo Enade para os cursos de Medicina e atribui notas de 1 a 5. As notas 1 e 2 são consideradas insuficientes. O exame também permite que os resultados sejam utilizados nos processos seletivos de programas de residência médica.

De acordo com o MEC, as sanções são aplicadas de forma escalonada, conforme o desempenho e o percentual de estudantes considerados proficientes. Entre as medidas, estão suspensão de novos ingressos, redução de vagas, proibição de ampliar cursos e restrições a programas federais, como Fies e ProUni.

 

 

 

mdx

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